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A “CG do Pelé”: como uma única moto virou o maior acervo Honda do Brasil

Concessionário Honda há mais de 40 anos, Alexandre Zaninotto entrou ainda adolescente na primeira loja fundada pelo pai e viu de perto a trajetória da CG no Brasil. Tudo começou com o desejo de ter uma única moto, a clássica CG laranja conhecida como “CG do Pelé”, para decorar a concessionária. Mas uma moto levou à outra, e hoje ele reúne dezenas de edições históricas e relíquias que contam, além da evolução da Honda, a transformação do próprio Brasil.

Antes de existir um museu. Antes da coleção. Antes das milhares de motos entregues todos os meses, existia um garoto que descobriu cedo que a liberdade podia caber sobre duas rodas.

Alexandre Simões Zaninotto cresceu entre os negócios da família e encontrou nas motos um caminho próprio. Entrou ainda adolescente na primeira concessionária Honda criada pelo pai. Um movimento que começou para atender clientes do consórcio e acabou construindo uma trajetória de mais de quatro décadas dentro do universo Honda.

Mas essa história ganha um novo rumo quando surge um desejo aparentemente simples: encontrar uma CG original.

A ideia era ter uma única moto. A clássica CG laranja, a “CG do Pelé”, para decorar a concessionária e preservar um pedaço daquela história que ele via todos os dias acontecer diante dos seus olhos. Só que uma moto levou à outra. E logo ele percebeu que não estava colecionando modelos. Estava colecionando memórias.

Hoje, entre dezenas de motos preservadas, Alexandre guarda edições históricas, modelos raros e relíquias que contam não apenas a evolução da Honda, mas a transformação do próprio Brasil.

Ao longo dos anos, viu a CG deixar de ser apenas um veículo para virar instrumento de trabalho, independência e desenvolvimento. Viu a moto chegar ao interior, impulsionar negócios, criar profissões e sustentar famílias, inclusive a sua.

E talvez seja justamente por isso que uma frase resume tão bem sua relação com esse acervo:

“Na verdade, o que a gente tem hoje é colecionar histórias e ter a moto para colecionar essas histórias.”