O que começou como uma simples solução para encurtar o caminho até o trabalho virou uma jornada capaz de transformar uma vida inteira. Em 2012, André comprou sua primeira CG 125 apenas para fugir de quatro ônibus por dia, mas encontrou muito mais do que mobilidade: encontrou liberdade.
O que eram pequenos trajetos logo se tornaram viagens cada vez maiores, até nascer um desafio improvável: atravessar o continente rumo a Ushuaia, o fim do mundo. Foram 100 dias, quase 22 mil quilômetros, enfrentando frio, lama, ventos extremos e limites que pareciam intransponíveis. E foi ali, no ponto mais ao sul do planeta, que André entendeu que não se tratava de chegada, mas de recomeço.
Hoje, com quase meio milhão de quilômetros na mesma moto, ele carrega a prova de que não é a máquina que define o tamanho de um sonho; é a coragem de partir.